Não é
preciso depreciar os homens para enaltecer as mulheres. Elas são lindas por si
só.
E são o que
são: misteriosas, evidentes, delicadas, decididas, intuitivas, racionais,
tolerantes, histéricas, companheiras e sempre abertas ao amor.
Mulheres
geralmente são coloridas, estão mais à vontade no mundo, é fácil perceber pela
velocidade com que seus corpos respondem à música. E não há beleza e luxo com
os quais não possam lidar; deixam-se seduzir, mas não se iludem facilmente.
O mesmo não
se pode dizer com relação às palavras, é diante delas que mais costumam
sucumbir, especialmente nas questões românticas. E ao ouvir palavras certeiras
(ou será o timbre da voz?) se entregam profundamente, às vezes burramente, mas
se entregam. O que no fim das contas só pode ser bom, pois mulheres tendem a
terminar a vida menos frustradas que homens.
Uma das
coisas mais intrigantes no mundo feminino é o gosto por sapatos. Tirando o lado
estético sedutor, que de fato pode ser arrebatador aos olhos masculinos,
imagino que tenha relação com o pisar o chão, experimentar a vida a partir da
sustentação, da base, da coisa terrena; e talvez seja isso o que a mulher mais
ensine ao homem – embora existam muitas que ingenuamente acreditam poder
mudá-lo.
Que mulheres
são loucas todo mundo sabe. E não adianta reclamar do pacote. Felizmente há
duas categorias delas: as possíveis e as impossíveis. Mas mesmo as impossíveis
tendem a encontrar seus pares; só não serei eu um deles.
Por outro
lado toda mulher é uma flor. E todas têm sua beleza. Até a Ana Laura, minha
cadela, possui aquela chama que parece desabrochar nos cílios. Sim, a coisa
feminina vem, antes de tudo, dos cílios.
Quanto às
mulheres inteligentes, há quem tema. E há também quem se sinta ameaçado pelas
independentes. Conselho de homem para mulher: não tenha medo de demonstrar
essas qualidades, do contrário atrairá sobretudo machistas e carentes afetivos
– se bem que há quem goste.
Ainda
poderia escrever tantas e tantas linhas enaltecendo esses seres adoráveis, mas
paro por aqui, apenas com uma última observação: o mundo parece ser cada vez
mais delas. E que assim seja. Nas mãos dos homens, ainda que tenhamos caminhado
tanto em tecnologia, quase nada resolvemos de nossas aspirações mais profundas.
Quem sabe daqui para frente aprenderemos a lidar melhor com o amor e a
equidade? Sim, nós homens continuamos em frente - e ao lado - mas agora é a vez
das meninas, não resta dúvida.
Só não se
esqueçam da poesia.
Magno Mello
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