terça-feira, 5 de novembro de 2013

O Circo

Eu aqui, numa pequena e pacata cidade do interior de Minas, finalizando meu primeiro romance.
Um pouco cansado de tanto escrever, resolvo ir ao circo que está na cidade, sessão das 19h. Puxa, tão pobrezinho, com apenas quatro artistas principais!
O único palhaço também faz o globo da morte, pilotando a moto, ajuda a puxar as cordas do trapézio e ainda vende varetas de neón no intervalo.
O trapezista faz números variados no trapézio, outros de equilíbrio e ajuda a animar a platéia.
O apresentador também canta, toca guitarra, assessora o palhaço e prepara o cachorro quente no intervalo.
E há a contorcionista gracinha, humilde, mas uma gracinha, feminina, uns 17 anos no máximo, ali no circo, naquela fé, a mesma fé de todos os outros de lá, que encantam seu público, de umas 35 pessoas.
E eu ali, aplaudindo meus irmãos das artes, com os olhos marejados e um sorriso desavisado, do começo ao fim do espetáculo.
Voltando para a casa onde estou hospedado, passando por ruas de paralelepípedo, só consegui pensar que enquanto houver arte, há salvação.



Magno Mello

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